Ser uma líder global em tecnologia. Se tornar uma referência mundial em educação, meio ambiente e inclusão. Entregar 300 milhões de pedidos por mês. Atender mais de 3 mil cidades no Brasil. As ambições do iFood são grandes, mas para uma empresa que atendia 20 mil pedidos por mês em 2015, e hoje entrega 50 milhões de pedidos mensais, esses sonhos não parecem impossíveis. “Na Movile e no iFood tudo começa com pensar grande. Seja em termos de resultados, seja em termos de impacto social”, afirma Fabrício Bloisi, CEO do iFood.

Crescendo a um ritmo vertiginoso por meio de aportes de capital, fusões e aquisições – RestauranteWeb em 2014, Spoon Rocket em 2016 e Rapiddo em 2018 – a foodtech líder do  mercado brasileiro consolidou-se ainda mais a partir de 2020, com a explosão da demanda por delivery de restaurantes e a abertura de uma nova linha de negócios, o iFood Mercado, em função da pandemia. “Há um ano, não atuávamos nesse segmento e, hoje, os supermercados já representam 10% do nosso faturamento”, diz Diego Barreto, CFO e vice-presidente de estratégia do iFood.

 

Nesse report Fabrício e Diego compartilham suas ideias e estratégias para o futuro do iFood.

Expansão acelerada

 

“Nosso processo de expansão geográfica está muito acelerado. Hoje, estamos presentes em 1.400 cidades e pretendemos chegar a 3 mil. Temos interesse em todos os municípios que têm entre 30 mil a 40 mil habitantes. Será algo único, não existe outra empresa com essa extensão e penetração fora da China”, afirma Diego Barreto, CFO do iFood. 

“O conceito era ter uma visão holística, que não olha apenas o financeiro e o acionista. Vê pessoas, colaboradores, parceiros, demais stakeholders, meio ambiente, sociedade e o negócio como um todo.

Na Colômbia, a operação tem 40% do mercado, o dobro do que tinha há dois anos, e a liderança local deverá ser alcançada nos próximos seis meses. Apesar de a visão do CEO ser a de uma empresa líder global, o crescimento será feito de forma estruturada. “Antes de pensarmos em expansão para outros países, queremos terminar de solidificar Brasil e Colômbia. Nosso diferencial é o foco”, diz Barreto.

 

Diego Barreto, CFO e vice-presidente de estratégia do iFood

Uma promessa de revolução na ultraconveniência

 

O posicionamento do iFood é muito claro. “Nosso business irá sempre girar em torno da jornada de compra do alimento”, afirma Barreto. Ele acrescenta ainda que a empresa pretende aumentar a atuação em torno do processo de compra de itens para casa de uma forma mais ampla. Por isso, além de expandir o serviço de delivery para supermercados, a empresa quer aumentar a participação no mercado de conveniência para pets. Até as farmácias estão nos planos da foodtech, quando se considera a venda de itens de higiene pessoal.

 

A grande novidade do serviço deve vir do mercado de ultraconveniência, com entregas em até 10 minutos – hoje o tempo médio de entregas via aplicativo gira em torno de 28 minutos. “Vamos alterar radicalmente a forma com que o brasileiro lida com a compra de ultraconveniência”, diz Diego, sem antecipar detalhes da novidade.

Serviços financeiros para sustentar o crescimento do ecossistema

 

Em 2021, a estratégia é ampliar fortemente a oferta de serviços financeiros para o seu ecossistema com a Movile Pay. Os números iniciais já são expressivos. Em nove meses, a fintech foi de zero e 150 mil contas digitais de restaurantes. Atualmente a fintech se aproxima de R$ 500 milhões em empréstimos para empresas do ramo.

 

O marketplace iFood Shop, oferecido aos restaurantes parceiros da marca, também permite a compras de insumos a custos reduzidos. “O principal custo de um restaurante é a compra de insumos para cozinhar, e é onde ele tem menos acesso a crédito”, explica Diego Barreto.

 

Outra frente de expansão com a Movile Pay é a da chamada última milha. “Temos que oferecer uma carteira de serviços digitais para os entregadores, que também precisam de financiamento para conseguir operar melhor e crescer”, diz Fabrício Bloisi.  Por isso, a empresa vai entrar no segmento de financiamento de motos para essa força de trabalho, com a promessa de oferecer condições mais favoráveis que as que existem hoje no mercado.

Inteligência Artificial

 

Dos 3,5 mil empregados do iFood, 1,5 mil são desenvolvedores e cientistas de dados. Isso mostra a aposta da foodtech no uso de tecnologias disruptivas no desenvolvimento do negócio. “Estamos vivendo a revolução do uso da inteligência artificial e temos que criar agora as empresas que serão as mais eficientes do futuro daqui a cinco anos. Essa é a oportunidade que os empresários brasileiros têm de não perder essa onda para os Estados Unidos, China ou Europa”, diz Bloisi, CEO do iFood.

 

A empresa investe continuamente em inovação e um dos pilares de sua cultura é o que o empresário chama de “licença para errar”. Para Bloisi, trazer ideias novas e testá-las rapidamente é fundamental no processo de inovação. “Todos devem errar rápido, com baixo custo e fazer melhor na próxima semana”, diz. Uma das frentes de experimentação da empresa atualmente são as entregas feitas por drones, em Campinas.

“Usamos a tecnologia e a inteligência de dados para reduzir o tempo de entrega; para levar aos restaurantes insights que somente nossos dados conseguem gerar, e ajudar os restaurantes a terem um fluxo constante de geração de renda para o entregador, para que ele queira ficar conosco”, afirma Bloisi.

 

Fabricio Bloisi, CEO do iFood

ESG na veia: educação, meio ambiente e inclusão social

 

“O Brasil tem que ser um país com empresas líderes globais em meio ambiente e hoje falamos muito pouco de meio ambiente no Brasil”, diz Bloisi. Por meio do programa iFood Regenera, a empresa pretende acabar com a poluição plástica das suas operações de delivery e tornar-se neutra na emissão de carbono, até 2025. Investimento em veículos elétricos e em cooperativas de reciclagem, pesquisa e desenvolvimento de embalagens sustentáveis e oferta de bicicletas elétricas para entregadores em SP e no RJ são algumas das iniciativas anunciadas.

 

Educação e inclusão social são as duas outras prioridades declaradas da foodtech. “Ficamos muito felizes por termos um quadro de 1,5 mil desenvolvedores e cientistas de dados e por sermos reconhecidos como uma referência para atração de talentos nessas duas áreas. Nos próximos anos, as empresas vão acordar para isso e vão precisar correr atrás desses talentos, só que o Brasil não tem especialistas o suficiente”, diz Barreto.

 

Essa carência de profissionais é um dos motivos pelos quais a empresa pretende formar 25 mil profissionais em tecnologia, com foco em moradores da periferia. Para isso, o programa conta com a parceria de seis entidades do terceiro setor e empresas de educação na oferta de cursos de programação e inteligência artificial. Os investimentos em educação e inclusão social contemplam ainda acesso ao primeiro emprego para jovens do ensino médio da rede pública de ensino. A Fundação 1Bi, também do Grupo Movile, desenvolveu o Aprendizap, ferramenta gratuita para que estudantes e professores tenham acesso a conteúdos desenvolvidos por especialistas. É a união da tecnologia à geração de oportunidades que faz parte da missão da empresa.

Números iFood

Pedidos entregues

todo mês

50

Milhões

Restaurantes

parceiros

250

Mil

Entregadores ativos

na plataforma

160

Mil

Colaboradores, desenvolvedores e cientistas

5

Mil

Contas digitais

de restaurantes

150

Mil

Empréstimos

para restaurantes

500

Milhões R$

Brasileiros atendidos

por meio de VR e VA

100

Mil

Cidades

no Brasil

1,4

Mil

OS SONHOS GRANDES DO iFOOD

Ser líder global em tecnologia

Ser líder global em tecnologia

Hoje, a empresa está investindo alto em inteligência artificial para reduzir os tempos de entrega e ajudar os restaurantes a entenderem a demanda 
Se tornar referência mundial ESG

Se tornar referência mundial ESG

Tornar-se uma empresa mais sustentável com investimentos em educação, meio ambiente e inclusão é a mais nova ambição da companhia
Entregar 300 MI de pedidos por mês

Entregar 300 MI de pedidos por mês

A demanda ganhou forte impulso com a pandemia e, atualmente, o iFood já faz mais de 50 milhões de entregas mensais
Atender 3 mil cidades no Brasil

Atender 3 mil cidades no Brasil

É o dobro do alcance atual da empresa no país

Texto: Monica Miglio Pedrosa

Design: Rodrigo Hamam 

Editor-chefe: Arnaldo Comin

Publisher: Ricardo Natale

Imagens: StockPhotos